Desatenção
Desatenta às horas, desatenta à água que corre na banheira, desatenta à roupa que visto, desatenta aos carros, desatenta às caras, desatenta às buzinas, aos semáforos, aos gritos, às sirenes, desatenta aos gestos que faço, porque tudo corre mecanicamente, como se estivesse a flutuar, como se não estivesse aqui, como se não fizesse parte deste mundo, desta realidade…
Este foi o “grito” abafado de hoje de manhã… Mas durante o dia não pude desatentar aos sorrisos, aos gestos de aconchego, às palavras certas, aos olhares sinceros, às vozes meigas, à segurança de um murmuro. Foi assim que voltei a despertar…