Sunday, February 10, 2008

Desenganar

Desenganem-se aqueles que pensam que o engano é sempre mau. Na verdade há vários tipos de enganos, os negligentes, os acidentais, os propositados, os insconscientes e até os conscientes. Por outro lado há “males que vêm por bem”, como os erros que podem levar a um melhor resultado do que se tivesse tudo corrido como planeado, ou as mentiras que se dizem porque a verdade às vezes provoca mais mal que bem. Também há  jogos mentais que fazemos connosco próprios para enfrentarmos certos medos ou para fazer perdurar certas sensações, enganamo-nos de propósito, ou então há alturas em que desejamos ardentemente estarmos enganados… E ainda há o típico “engana-me que eu gosto”, aquele tipo de engano desenganado, em que ambas as partes sabem que o engano está lá e por isso não é bem um engano, é um desengano.
Mas desenganem-se também aqueles que pensam que os enganos não têm um preço a pagar, uma consequência, mesmo aqueles que realizados de boa fé ou de propósito. Claro que as consequências podem ir desde corações partidos a descobertas científicas e isso é que faz do engano uma parte integrante da essência humana.


El árbol de la vida: friso del Stoclet Lámina por Gustav Klimt


Stocletfries: Erwartung, Lebensbaum, Die Erfüllung (Stoclet Frise: Expectation, Life Tree, Fullfilment)
Gustav Klimt (1905/09)



Posted by Inês at 02:51:50
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