(Des)enraizar
A matriz do meu ser encontro-a aqui, entre as trovoadas, o cheiro a terra molhada e as montanhas - enormes, verdes, castanhas, azuis – que, ao longo da linha do horizonte, nos acompanham sempre. Aqui revisito-me, aqui as baterias do bem-estar recarregam-se, aqui estão as minhas raízes. Tal como na companhia da família, nos encontros com aqueles amigos, na cidade que sempre conheci, no colo do amor, também aqui consigo encontrar aquilo que nunca perco, mas de que às vezes me afasto. Não porque queira ser outra coisa, mas porque quero ser também outra coisa e para isso às vezes é preciso abrir espaço. Em breve será mais um desses momentos, em que as raízes ficam mais longe e mais perto que nunca.